
O secretário da associação independente de estações de serviços (AESI), Eduardo Bajlec disse que, se as refinarias reduzissem o preço do barril de petróleo em 2 dólares para vendas internas a rentabilidade para as estações de serviço seria o dobro do que é alcançado hoje.
Ainda de acordo com Bajlec, "Com o valor de um barril de petróleo para 36 dólares a nível mundial, não há razão para mantê-lo em 42 dólares na Argentina".
Na opinião do secretário, a lei do petróleo auxilia no fato de o governo argentino não se mover em favor das estações. De cada 40 bilhões de dólares arrecadados com combustíveis no país, cerca de 10 bilhões, ou 70%, ficam para o governo em forma de impostos.
Os proprietários de estações de serviço aguardam uma resposta satisfatória por parte do governo argentino, na pretensão de melhorarem sua rentabilidade e decidirão na próxima segunda-feira(29/12) se haverá ou não uma paralisação.
No início deste mês, uma paralisação de 24 horas nas estações de serviço gerou o caos no país.
Sendo assim e após várias discussões com as empresas petrolíferas, na noite da próxima segunda-feira haverá uma reunião entre oficiais de diversos setores da economia e representantes das estações. Esta reunião irá analisar as propostas apresentadas pelo governo e em caso de não houverem avanços nas negociações, decidir por uma medida de força que poderá durar até 48 horas, afetando fortemente a economia de um país que tenta se reerguer das dificuldades recentes.
Com informações de: http://www.lanacion.com.ar


